Domingo, Outubro 22, 2006

Crazy

Eu lembro-me quando comecei a perder a cabeça, foi no momento em que te ouvi sem saber que eras tu, nem tu sabias que era eu. Será que sou maluca, provavelmente....
Pensa duas vezes, é o meu conselho...Quem pensas tu que és, não estás em controlo. Eu acho que tu és maluco....tal como eu.
Minha Noite, Foi de longe a mais louca das loucuras...desde o que me lembre é de me dizeres dá-me só um beijo, talvez eu seja louca, e tu louco mas eu não te dei...Provavelmente se não tivesses insistido tanto não teria dado mas dei-to quando eu quis dar, quando eu estava com o controlo, e tu disseste-me podes ficar com o controlo do rádio porque querias mais, e querias deixar-me louca.
Conseguiste? Provavelmente, e sinceramente o tempo que passamos foi uma loucura, nem pensamos duas vezes.
Não consigo parar de pensar nesta música, e ver a tua cara, ansiando por mim e as tuas mãos percorrendo-me como se não soubessem o caminho que tomavam e eu tentando tomar controlo tal como tu...que loucos. Só me lembro de querer ser assim para sempre, talvez seja loucura mas era o mais provavél estando juntos.
Acordaste-me e eu ri-me e enconstei-me a ti, enquanto me aconchegavas foste-me enlouquecendo.
Talvez eu seja louca por ter querido e tu por estares ali mas que fazer?

Quarta-feira, Outubro 18, 2006

Tábua de Salvamento

A minha vida sem as provas deixou de fazer sentido, a falta de tempo faz-me acelerar o ritmo cardíaco...o tempo a mais faz-me confusão, dou em louca e faço o que não devo.
Hoje instalou-se um vazio sem que nada consiga fazer para evitar que tenha culpa no acontecido.
O vazio vai durar até ao inicio do ano...
Consegues ver o quando me realiza a participação nestas provas, por mais cansada que esteja, por mais mal que as outras coisas corram, esta era a minha tábua de salvação que gentilmente se afastou com a ondulação para depois voltar mas demorarás muito, estando tão perto?
O meu corpo não reage pois sabe que algo não está certo, pensando no assunto. Deveria não dar tanta importância e treinar como pretendo para seguir em frente, para alcançar o que pretendo mas perdi as forças no momento em que te afastaste...tocaste-me ao de leve sem te aperceberes do efeito que provocas em mim e eu nada disse.
Que vazio grande é este que se instala que não deixa que nada se sobreponha nem me afaste deste sentimento...nem mesmo quando eu tento?
É estranho o tempo que se leva conformada com a situação para mais tarde encontrar algo que nos faz pular, algo que te estimula, algo que estava adormecido em ti....agora imagina que depois de o teres te tiram mas só por uns momentos....
Vazio enorme....sim, exacto maior ainda porque nunca sabes quando to voltam a tirar.

Domingo, Outubro 08, 2006

Black Holes and Revelations

Nem quis acreditar quando ouvi a tua voz ao fundo....bem lá no fundo, quando estavas a dois passos de mim com ela. Nem tive tempo para associar que realmente eras tu, porque só tive tempo de me voltar e memorizar a imagem que tinha diante de mim, na minha gaveta de pensamentos. Sorri e voltei-me pois não sabia o que fazer, deixaste-me desconcertada....apercebeste-te disso apesar de eu ter ocúlos escuros? Não sei, mas será relevante quando a intenção seria essa? O estrago estava feito, o impacto criado e a partir daí era só deixar rolar...sorri foi o que pensei, por mais que seja o esforço, este momento guarda-o para ti, não sejas transparente. Os ocúlos ajudam, mas nos minutos seguintes não me consegui abstrair pensando só onde estarias e se estarias a observar-me, tentei estar bem sabendo que estavas com ela mas por minutos foi-me completamente impossível...até alguém me chamar e esqueci-te porque me entreguei ao trabalho. O trabalho não me correu bem, a prova foi a pior prova que realizei e tive consciência disso...que sentimento. O engraçado é que antes de apareceres parece que o meu espirito já se tinha preparado porque algo estava estranho, até tu apareceres e então percebi o quê. Voltaste a passar no fim do dia e ainda foi pior pois não consegui abrir a boca, apenas sorri até não poder mais, mas as palavras não sairam e por milésimo de segundos trocamos olhares a confirmar o que tinha acontecido hoje, inevitável olhar para ela...a curiosidade era imensa e a surpresa também.
Tiveste bem...disseste
Pensando nisso, acho que me superaste, foi pena ter sido pela negativa mas são opções e há que aceita-las.

Super....Grande

A vida é um engano...a minha vida é um engano construido através de jogos que se tornam sem eu me aperceber parte da minha realidade. Ouvir-te, como me recordo hoje...faz-me questionar o propósito de tais palavras proferidas por ti, o sorriso bondoso e cheio de calor que ilumina a quem atento esteja. Terá sido fatal para mim olhar, podendo ficar encadeada? Foi concerteza, senão teria percebido que tudo não passou de um jogo para ti. Enquanto jogavamos, tu jogavas um jogo completamente diferente e concerteza percebeste que no meu à vontade, não pensei.
Tiveste oportunidade de confirmar o que não sabia, até hoje e não o fizeste. Será que interpretei mal? Será que olhei na direcção errada e deixei-te passar, quando na realidade ja tinhas passado mas não no mesmo sentido em que me encontrava. Não percebo a necessidade de este jogo, dar-te-á prazer? Sentir-te-ás Superior? Superior são os que não precisam de jogos para lá chegarem.
Senti-me enganada mas sorri-te com o melhor dos meus sorrisos, pois tarde demais percebi o teu jogo. Percebi no momento ideal para ti, provavelmente provocaste-o. Soubesses tu, o quanto as coisas já eram diferentes mas não deste tempo para te aperceberes.
Independentemente do que digas, desiludiste-me mas não partilharei contigo.
De mim, terás sempre uma gargalhada, um sorriso quando juntos....fora isso tentarei ser fria, pois sei que já o sou de momento. Apanhaste-me desprevenida...esperava algo mas não o que aconteceu, não hoje, não depois ....depois de nada.
Não foi nada, é disso que me lembro de nada.

Sexta-feira, Setembro 08, 2006

Sombra

Quando pensas que me percebeste, então deixaste-me de conhecer. Quando dizes que não queres saber mais, é quando realmente te suscitei o interesse, te espicacei a curiosidade mas pxiu, ninguém sabe e nem quer saber.
Quando me olhas com esse olhar morto e nada dizes, sei o que queres dizer mas não o podes fazer e eu nada digo pois sei o que quero dizer. Quando me observas a cada movimento, sei o que pretendes mas finjo que não entendo para não perceberes que sei que ali estás.
Quando te dou espaço, não percebes e avanças a galope na minha direcção evitando assim a distância que estabeleci.
Quando nos olhamos, tudo parece parar ficando só nós dois ali presos naquele olhar e então voltamos a olhar.

Linha Telefónica

É estranha a necessidade que temos de dar cara e corpo a uma voz que ouvimos do outro lado da linha, Voz essa que soou como uma melodia ou porque simplesmente disse algo extremamente harmonioso para os nossos sentidos. Eventualmente já se cruzaram antes mas nunca de forma a ficar em conformidade com a melodia que transitou pela linha a fora.
Estranha forma de pensar e decifrar o que não está escrito pelo capricho de dar forma a algo que moldado se encontra desde sempre, mesmo antes de se pensar sobre isso, que estranho!
Voz que não me é estranha mas que não corresponde à cara que lhe atribuo deveria ser estranho mas não é. Ao te dar forma, dei-te espaço para ganhares vida e por conseguinte deixaste de ser estranho para te conhecer a partir do momento em que tudo gira, quando a melodia toca a cada dia que passa.
Estranho estes pensamentos que me flúem enquanto durmo mas não sonho. Ouço-te ao luar e deixo-me levar para mais tarde voltar a girar a dita melodia.
Que estranho sentimento este que me faz ouvir vezes sem conta esta melodia, sentido profundamente uma e outra vez como se ouvisse pela primeira vez.


07/09/06 as 23:20
Ai que estranho pensamento, quando tu nada de estranho tens pois simplesmente tocas do outro lado, sem saber que me tocas a mim.

Quinta-feira, Maio 04, 2006

You Take Myself Control

Corta-se-me a respiração ao olhar para ti e ver em ti esse desejo que guardas com medo de estragar algo que depois não tenha conserto...mas a vida é feita de decisões tomadas em segundos quando o coração bate a mil, se nos sentimos bem a resposta é positiva e acontece. Quando nos sentimos mal, continuamos mal pois não sabemos com o que temos que lidar, tudo à volta é negro...não consigo olhar à volta. Agarra-te à paixão e deixa as coisas acontecerem....que sentimento, que sensação que nos dá vontade e coragem de fazer tudo. Subo ao alto do cume, poiso a mala depois da viagem onde os pensamentos abundam e me fazem flutuar. Agacho-me para me sentir em contacto com a natureza passando a mão pelas pedras que ali estão e atiro algumas com força para ver até onde chegam...grito com todas as forças que tenho e quando me calo, ouço-me do outro lado. A natureza é espantosamente poderosa, é assim que me sinto quando vou para ali, ali encontro o meu eu...que dia comprido e que vontade de viver tudo ao máximo, vontade de perder o controlo, vontade de estrapular e pular a cerca dos paramêtros impostos. Nem é tarde nem é cedo para me jogar para a água daqui...foi pena não ter trazido biquini mas isso também não é o mais importante, o que importa é o sentimento que me faz avançar e perder o controlo. A água complementa-me, debaixo dela sinto que controlo o incontrolável e vou indo não sabendo bem para aonde mas continuo pois sei que posso porque o sinto. Não perguntes o porquê, pois eu sou assim...quando pensas que me alcanças eu lanço-me de cabeça na água onde estou bem e onde tu se quiseres, podes-me encontrar. As coisas não são complicadas, nós é que escolhemos o caminho mais tortuoso para lá chegar, por isso porque não saltas também comigo, ia-te fazer bem...pensa nisso.

Quinta-feira, Abril 20, 2006

Virar a Página

Pulo sem saltar, a cama abana com os meus movimentos e tu ficas a olhar...é mais uma dança perdida. Noite, é querer, é poder, é deixar para trás o olhar que lanças num cenário que manda dançar...mais uma dança perdida e a noite só para lembrar. Festa, é pular, é ganhar, é gritar, é correr para alcançar aquilo que fugiu e tu a olhar...mais uma dança perdida. Talvez ja acordavas e pensavas em dançar, talvez se me trincasses farias o mundo feliz...já pensavas em acordar e te perdias, foi mais um dia assim ficando virado para o céu deixando o tempo passar. Querer dormir, é pensar, é fingir que ninguém vê. Também eu queria parar de pensar em ti e cair para me levantar e puxar para te fazer sorrir e não voltar a cair. Não me olhes assim, continuo a ser quem fui, cada vez mais aqui, cada vez mais livre, cada vez mais longe do buraco que está bem lá no fundo. Remo de costas para não provar águas mortas, passos de dança no chão, é para nós que o tempo olha e ninguém olha para trás para o vento não bater na cara. Quis testar barreiras e passar por teias dificeis de romper para não sentir o vento a bater na cara ao olhar para trás. Vou-te fazer só o que não queres ver e vais gostar, quero-te assim... Vem rastejar que te faz bem, implora que eu não te vou responder, arranha-te e perde a voz e desfaço tudo o que és e vais ser...NADA. Sangra o teu mundo que te faz bem.
Noites alucinantes de pessoas estonteantes como tu, não passa de um miragem com preguiça de gritar, que em ti não à memória e que se inventa historias para fazer tremer o passado.
Continuas a ensaiar a conveniência do sorriso, a planear do emprovisar que te faz sentir maior, o artificio dos teus gestos pensas sem te abraçar a ti mesmo, e assim vais vivendo perdendo tudo aquilo que não viveste. Devias acordar numa noite sem mentira, e devido a eu não estar devias querer voltar atrás e voltar ao passado. Quero um trono para gritar, quero um quarto para viver, sem te ter a olhar e dançar até morrer. O dificil é pensar em acordar e dar-te raiva para dançares, dar-te vida para gritares. Neste infinito filme que nos alcançou, guardo um sorriso virado para o mundo e na praia deserta fala o mar de coisas que conheci. No mundo onde tudo parece estar certo, guardo um olhar que parecia tão perto e levo a espada comigo. Por trás de ti, estamos sós. Mais um grito que ficou....põe o tempo a girar. Para quê ser mais alguém, para quê fingir ser capaz? se não vou viver de costas....já dançamos demais, já gritamos demais, já fugimos demais, já perdemos demais e quis parar...restou a saudade de ser demais, demais, demais!
Uma alucinação de vida, um caminho que já conheço pois largaram-me aqui, reparo num sol que anuncia o dia. Sinto o meu corpo desamparado a deslizar, perdi-te do lado errado do coração mas não és tu o meu chão. Ao meu lado passava tudo o que passei e comigo a miragem que nada passou e fuga de que nem passou. Sinto-me a flutuar ao cimo de todos, e senti aqueles que não falam e amei o céu que chama os caminhos do meu coração.
Aconteceu....recordo o sabor da tua pele e a tela que pintamos, ninguem perdeu, despidos do passado mas de lados errados. Foram danças que se amaram sem se mostrar, foi fogo que queimou a noite em volta, estava escrito e o mundo só quis virar a página que um dia se fez. O suor escorria no ar o sabor dos teus lábios, vamos sempre ter o olhar onde não está ninguém, valeu a pena, estava escrito.

Segunda-feira, Abril 17, 2006

All and All...

Pedimos a verdade mas não lidamos bem quando sabemos que é mesmo verdade, preferimos iludirmo-nos de que é mentira a verdade, lá está. Contamos mentiras na esperança que se tornem verdades, na esperança que façam parte de todas as outras histórias reais em que participamos mas apenas a aceitamos como verdade a mentira contada. Porque pedimos a verdade se só queremos ouvir mentiras? Não é real a mentira, podendo passar a verdade sse concretizar a mentira contada como verdade...mas porque se fará tal coisa se exigimos a verdade para nós e no entanto se contam mentiras como se verdades fossem? tell me why can't be truth... insiste na mentira que contaste passando a fazer parte de ti como verdade de tanto a contares, perdes a noção do que é verdade e do que é mentira pois ja não sabes o que contaste...run run run run run run run....fica assim, não acordes pois quando acordares sentiras-te estranho, aperta-me e abraça-me pois conforto sentirás. go go go go go go go go go go go